É Transitional mas é meu…

Tableless,Tecnologia,Web — Ney Ricardo @ 6:45 am

doctype

Há algum tempo, meu caro colega Carlos deu uma lida em alguns artigos sobre padrões web e me aconselhou a começar a escrever meu HTML usando o cabeçalho DTD (DocType Definition) Strict, pois isso tornaria meu HTML mais estável e teria que fazer menos gambiarras.

Sem questionar, alterei minha configuração do Dreamweaver pra que meus documentos HTML passassem a ser criados no modo Strict.

Se melhorou?! Claro que não. Na verdade não mudou nada, mas não por causa do Doctype e sim porque eu não me preocupava com a semântica correta.

Bem, um cabeçalho Doctype nada mais é do que um arquivo que contem as definições de todos os elementos HTML e informa ao browser a maneira que os elementos devem ser renderizados. Dá uma olhada na criança: DTD/xhtml1-strict.dtd. Dá pra até arriscar dizer que você pode desenvolver seu próprio DTD, mas pra quê? O deles já tá pronto…

Mas isso não vem ao caso. A questão é que há uma certa discussão sobre qual o melhor Doctype: Transitional ou Strict?

Pelo que andei lendo é melhor que você escreva seu código usando o modo Strict pois, segundo alguns especialistas, o futuro dos browsers caminha rumo a este padrão.

Qual a diferença?! Simples. No Transitional você pode usar tags e atributos depreciados (ou deprecated em inglês) em seu HTML, tais como a tag <font>. Já no modo Strict você tem que ficar esperto com as atualizações da W3C, pois na hora que ela achar melhor ela vai e deprecia alguma tag que você adora.

Foi o que aconteceu com tags como <center>, muito útil pra você não ter criar um estilo de centralizar, e com o atributo target da tag <a> de link. Pois é, agora não se pode nem criar um link que abra em outra janela pra não sair do seu site, pra isso muitos andam usando até jQuery só pra que o link funcione do jeito que você quer.

Evolução?! Acho que nesse caso foi o contrário, pois temos que escrever mais pra conseguir coisas simples.

O DTD do meu blog é Transitional… mas não por incapacidade de escrever meu HTML no modo Strict e sim porque prefiro usar um target do que uma função inteira que vai fazer a mesma coisa.

Quanto à semântica, permanece a mesma. Valem as mesmas regras pra ambos. Com a diferença de se ter mais tags e atributos disponíveis em um dos DTD’s.

Não te acrescentou em nada? Então leia de quem entende:

Biz Mídia Inteligente

Design,Tableless,Tecnologia,Trabalho,Web — Ney Ricardo @ 10:08 am

biz

Lançamos (nós da dothCom) hoje o site da Biz Mídia Inteligente. Esse projeto é o primeiro de uma série de projetos novos que receberão um tratamento especial em SEO e semântica de HTML e CSS válidos, em outras palavras, mais capricho na hora de escreve o código.

Comecei a prestar mais atenção nesse detalhe da semântica depois que passei a me aprofundar mais ainda nas questões do crossbrowsing, que nada mais é do que a possibilidade de visualização do site nos mais variados browsers e sistemas.

Já que não tenho como testar os códigos em outros sistemas (até tenho, mas me falta saco pra isso), faço o possível pra manter um código simples e semanticamente correto (vou falar mais sobre isso no futuro).

Fruto dessa nova forma de pensar, lhes apresento o site (no ar) validado diretamente no site da W3C:

Ouso até em dizer que além de tudo ficou bonitinho (ou no mínimo honesto).

Obrigado pela atenção e um abraço pro gaitêro!

PXtoEM.com

pxtoem

Em uma de minhas conversas com meu amigo Renan, ele me perguntou se eu já usei a unidade de medida “EM” para textos em meu CSS. Respondi que ultimamente tenho usado a unidade sim.

O “EM” é uma unidade derivada da porcentagem, ou seja, se você definir um tamanho em uma determinada região do código poderá fazer com que os textos que descendem dela tenham tamanhos relativos a uma determinada percentagem do valor definido nela.

Algumas pessoas costumam dizer que é uma medida de acessibilidade, conforme o próprio Renan me informou. Mas particularmente não vejo utilidade para o usuário pois cada browser trata isso da forma que acha melhor. Mas em nível de desenvolvimento com certeza é uma mão na roda pois os textos manterão sempre a mesma proporção, consequentemente o programador só precisará mudar um valor: O valor-base, que serve como base para os cálculos de proporção.

Particularmente costumo definir apenas o font-size da tag body, assim quando tiver que alterar os tamanhos da página inteira só preciso mexer no tamanho do body.

Para me ajudar nessa missão descobri um site bastante útil: PXtoEM.com. O site é totalmente auto-explicativo e ainda traz toda a teoria sobre as medidas e como usá-las. Como se não bastasse ainda traz um CSS Text Reset baseado na base que você escolher.

Grids, grids, grids!

Design,Tableless,Tecnologia,Web — Ney Ricardo @ 9:58 am

960Quem mexe com diagramação, principalmente de revistas, jornais e impressos em geral, sabe a importância de se usar um grid. O trabalho fica com uma aparência mais organizada e harmônica.

Não vou me aprofundar nesse assunto não quero demorar muito nessa história, mas em essência um bom grid é regular, ou seja, todas as linhas do têm a mesma altura, assim como todas as colunas têm a mesma largura. E nesse espaço você dispõe o conteúdo de forma que o mesmo respeite as delimitações de espaço definidas pelo grid.

Pensando nisso, o web designer Nathan Smith desenvolveu um framework em CSS chamado 960 Grid System, que nos possibilita economizar tempo escrevendo menos código. Não vou explicar como funciona, para isso basta ir ao site do grid ao site e dar uma lida.

Já o utilizei algumas vezes e fiquei satisfeito com o resultado, mas confesso que tive que fazer algumas gambiarras pois o grid é um tanto inflexível. Em compensação muitos problemas dos diferentes browsers são prevenidos direto no código.

No pacote está incluso ainda um CSS de reset que, aliás, é o mesmo que eu citei no post anterior.

Em geral o grid realmente economiza código, mas não é definitivo, quero testar outros frameworks pra ver qual é mais útil e, quem sabe, desenvolver meu próprio grid se necessário.

Visão Geral: HTML mais limpo e padronizado, menos linhas de CSS pra escrever, menos tempo de código, limitações no layout.

Reseta tudo aê!!!

Resources,Tableless,Tecnologia,Web — Tags: , — Ney Ricardo @ 11:35 pm

reset

Hoje, em uma conversa com meu ex colega de trabalho, Renan Teles, que comentou que gosta de ver dicas de desenvolvimento web aqui no blog, em especial técnicas de programação tableless.

Coincidentemente eu já vinha pensando em escrever algo sobre um assunto conhecido por poucos programadores e usado por menos desenvolvedores ainda: é o CSS Reset. Meu ex chefe, Carlos Gustavo (também conhecido como B1), foi quem me apresentou ao conceito, mas eu ainda não tinha tido tempo de estudar sobre o assunto e não utilizava. Depois, com mais tempo fui analizando e acabei montando um “pacote” que incluo em todos os sites que desenvolvo antes de começar a escrever os estilos.

Um CSS Reset é um documento CSS que pré define o comportamento e as propriedades de todos os elementos HTML a fim de que todos sejam renderizados de acordo com um só padrão, ao invés de deixá-los à mercê dos diferentes browsers.

A vantagem de ter um documento que ‘reseta’ todos os elementos é que você terá todos os objetos HTML se comportando da mesma forma em todos os browsers (ou pelo menos deveria). É como se todos os objetos fossem ‘zerados’ e estivessem prontos para receber suas instruções sobre como devem se comportar dali pra frente.

Consequentemente, você não precisa escrever tantos hacks pra ficar corrigindo akeles elementos rebeldes que aparecem de uma forma no IE e de outra no Firofox, por exemplo.

Agora vou me aprofundar e falar sobre este pacote que eu preparei e no final tem um link pra download do mesmo.

(Leia mais)