É Transitional mas é meu…

Há algum tempo, meu caro colega Carlos deu uma lida em alguns artigos sobre padrões web e me aconselhou a começar a escrever meu HTML usando o cabeçalho DTD (DocType Definition) Strict, pois isso tornaria meu HTML mais estável e teria que fazer menos gambiarras.
Sem questionar, alterei minha configuração do Dreamweaver pra que meus documentos HTML passassem a ser criados no modo Strict.
Se melhorou?! Claro que não. Na verdade não mudou nada, mas não por causa do Doctype e sim porque eu não me preocupava com a semântica correta.
Bem, um cabeçalho Doctype nada mais é do que um arquivo que contem as definições de todos os elementos HTML e informa ao browser a maneira que os elementos devem ser renderizados. Dá uma olhada na criança: DTD/xhtml1-strict.dtd. Dá pra até arriscar dizer que você pode desenvolver seu próprio DTD, mas pra quê? O deles já tá pronto…
Mas isso não vem ao caso. A questão é que há uma certa discussão sobre qual o melhor Doctype: Transitional ou Strict?
Pelo que andei lendo é melhor que você escreva seu código usando o modo Strict pois, segundo alguns especialistas, o futuro dos browsers caminha rumo a este padrão.
Qual a diferença?! Simples. No Transitional você pode usar tags e atributos depreciados (ou deprecated em inglês) em seu HTML, tais como a tag <font>. Já no modo Strict você tem que ficar esperto com as atualizações da W3C, pois na hora que ela achar melhor ela vai e deprecia alguma tag que você adora.
Foi o que aconteceu com tags como <center>, muito útil pra você não ter criar um estilo de centralizar, e com o atributo target da tag <a> de link. Pois é, agora não se pode nem criar um link que abra em outra janela pra não sair do seu site, pra isso muitos andam usando até jQuery só pra que o link funcione do jeito que você quer.
Evolução?! Acho que nesse caso foi o contrário, pois temos que escrever mais pra conseguir coisas simples.
O DTD do meu blog é Transitional… mas não por incapacidade de escrever meu HTML no modo Strict e sim porque prefiro usar um target do que uma função inteira que vai fazer a mesma coisa.
Quanto à semântica, permanece a mesma. Valem as mesmas regras pra ambos. Com a diferença de se ter mais tags e atributos disponíveis em um dos DTD’s.
Não te acrescentou em nada? Então leia de quem entende:























Hey! Vi seu blog lá no CSS-Tricks. Os caras postaram sobre o esquema de bordas do site da Globo que você escreveu. Muito legal
Mas então… sobre o target, o pessoal da W3C pensa em padrões mas os browsers tem que ser feitos com uma abrangência maior que os próprios padrões. A idéia do W3C é que o target virou um atributo dispensável já que você pode escolher onde vai abrir um link clicando com o botão direito ou com o botão central do mouse. Desse jeito quem escolhe onde o link será aberto é o usuário e não o código.
O dificil é educar as pessoas desta forma e acabar com o atributo em toda a web. Eu acho que foi uma medida inviável
Pow Éber, não tinha sacado que era por causa do lance do botão do meio…
Realmente tem muita gente que nem sabe que embaixo da rodinha do mouse existe um botão. Eu acho que isso foi um tiro no pé porque agora muitos desenvolvedores andam trocando meia dúzia de caracteres pra setar o target por meio quilo de jQuery.
Mas é como diz um amigo meu: “Se fosse fácil não teria graça”, hehe
Obrigado por comentar
Po, valeu por ter comentado lá no meu blog!
Abração!
E obrigado pelos elogios, eu agradeço muito. E tipo, bom em tudo ninguém é mesmo né? Mas eu acho que dá pra fazer as duas coisas relativamente bem. Embora eu tenha me formado em design, ultimamente tenho gostado muito mais de programar, hehe… Fiz a faculdade errada, hauehaueha…
Valeu pelo comentário lá de novo